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Santo André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e Companheiros Mártires

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A Igreja celebra neste dia a memória dos Protomártires do Brasil, também conhecidos como Mártires de Cunhaú e Uruaçu, que deram sua vida pela fé católica em terras potiguares, durante as perseguições do século XVII. Entre eles se destacam os presbíteros André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, o leigo Mateus Moreira e outros fiéis, que, unidos em um mesmo testemunho de amor a Cristo, regaram com seu sangue o solo do Rio Grande do Norte.


Contexto histórico


No século XVII, a região nordeste do Brasil esteve sob ocupação holandesa. Os invasores, protestantes calvinistas, não apenas buscavam o domínio político e econômico, mas também pretendiam impor sua fé, perseguindo os católicos e limitando a liberdade religiosa. Nesse contexto de tensão, a fidelidade ao catolicismo se tornou sinal de resistência e coragem.


O martírio de Cunhaú


No dia 16 de julho de 1645, o Pe. André de Soveral, pároco de Cunhaú (atual município de Canguaretama-RN), celebrava a Missa dominical na capela de Nossa Senhora das Candeias. Durante a liturgia, soldados invadiram o templo, cercando os fiéis. O sacerdote exortou todos à perseverança e, após consumar o Santo Sacrifício, foi morto juntamente com dezenas de paroquianos. Ali se cumpriu, de modo impressionante, a profecia do próprio Cristo: “Sereis odiados por causa do meu nome” (Mt 10,22).


O martírio de Uruaçu


Poucos meses depois, em 3 de outubro de 1645, em Uruaçu (atual município de São Gonçalo do Amarante-RN), ocorreu o segundo grande massacre. O Pe. Ambrósio Francisco Ferro, natural de Portugal e pároco em Natal, foi martirizado junto com um grupo de leigos, homens, mulheres e crianças. Entre eles estava o camponês Mateus Moreira, que, ao ter o coração arrancado pelas costas, bradou heroicamente:  “Louvado seja o Santíssimo Sacramento!”
Esse testemunho ecoa até hoje como expressão de profunda fé na presença real de Cristo na Eucaristia.


Testemunho e canonização


Os Mártires do Rio Grande do Norte foram beatificados por São João Paulo II em 2000 e canonizados pelo Papa Francisco em 15 de outubro de 2017, na Praça de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica é celebrada em 3 de outubro, e no Brasil também são lembrados em 16 de julho.


Eles nos recordam que a fidelidade a Cristo exige coragem, e que a Eucaristia é força para enfrentar perseguições. O sangue desses mártires fecundou a fé no Brasil, tornando-os verdadeiros intercessores da Igreja que peregrina em nossa pátria.

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