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Santos André Kim Taegon, Paulo Chong Hasang

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Santos André Kim Taegon, Paulo Chong Hasang e Companheiros Mártires da Coreia


No dia 20 de setembro, a Igreja celebra a memória dos Santos Mártires da Coreia, liderados por São André Kim Taegon, primeiro sacerdote coreano, e por São Paulo Chong Hasang, catequista leigo. Junto com eles, a liturgia recorda mais de 100 mártires canonizados em 1984 por São João Paulo II, em Seul, e mais de 10 mil cristãos coreanos que, ao longo do século XIX, derramaram o sangue por Cristo.


A chegada da fé na Coreia


O cristianismo chegou à Coreia de forma singular. Diferente de outros países, não foi inicialmente por missionários estrangeiros, mas pelos próprios leigos coreanos. No final do século XVIII, estudiosos confucionistas entraram em contato com livros cristãos trazidos da China e, fascinados pelo Evangelho, começaram a viver a fé e a formar comunidades, mesmo sem padres.


Mais tarde, missionários chegaram ao país em segredo, principalmente da França, fortalecendo as comunidades cristãs. Mas o governo coreano, temendo influência estrangeira, passou a perseguir duramente os cristãos.


São André Kim Taegon


Nascido em 1821, André Kim Taegon era filho de cristãos. Seu pai foi mártir quando ele ainda era criança. Com grande coragem, André se preparou para o sacerdócio, viajando até Macau, na China, para estudar. Foi ordenado em 1845, tornando-se o primeiro padre coreano.


Pouco depois, em 1846, com apenas 25 anos, foi preso por causa da fé. Mesmo diante da tortura, não renegou Cristo. Antes de ser decapitado, deixou estas palavras:

“Este é o momento em que, mais do que nunca, devemos demonstrar, por nossas obras, que somos fiéis a Deus.”


São Paulo Chong Hasang


Outro grande mártir foi Paulo Chong Hasang, leigo catequista, filho também de um mártir. Paulo dedicou a vida à evangelização e ao fortalecimento da comunidade cristã na Coreia. Foi ele quem escreveu uma carta ao Papa pedindo o envio de missionários, o que resultou na vinda de padres que sustentaram a Igreja nascente.


Preso durante as perseguições, Paulo confessou sua fé em Cristo e foi executado em 1839, junto de outros cristãos.


O testemunho de milhares


As perseguições na Coreia, especialmente entre 1791 e 1866, ceifaram a vida de mais de 10 mil cristãos, incluindo homens, mulheres, idosos, jovens e crianças. Todos permaneceram firmes na fé até o fim.


Canonização e legado


No dia 6 de maio de 1984, durante sua viagem apostólica à Coreia, o Papa São João Paulo II canonizou 103 desses mártires, incluindo André Kim e Paulo Chong. Foi a primeira canonização fora de Roma na história da Igreja.


Hoje, a Igreja coreana é uma das mais vibrantes do mundo, fruto do sangue dos mártires que semearam a fé com sua vida.


Exemplo para nós:

Os Mártires da Coreia lembram que a fé cristã floresce mesmo nas maiores adversidades. Eles testemunham a coragem de não renegar Cristo e o poder da evangelização leiga, que plantou as primeiras sementes do Evangelho em sua terra.


Oração:

“Santos Mártires da Coreia, que com coragem e fidelidade testemunhastes a fé até o derramamento de sangue, intercedei pela Igreja no mundo inteiro, para que permaneça firme no amor de Cristo. Amém.”

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